Relações são finitas

Olá pessoas, como vocês estão?

Depois de ter assistido o vídeo da Adele, eu tive a ideia e vontade de falar sobre como relações são finitas e como nós seres humanos (pelo menos no ocidente) não somos programados para lidar com o fim das coisas, portanto hoje vamos falar sobre a finitude das relações pessoais.

Photo by Kelly Sikkema on Unsplash

Para quem precisou passar por um término, principalmente por aquele que houve uma troca intensa de sentimentos, sabe o quão é difícil tentar seguir em frente após o fim, é um sentimento de que algo está faltando, fica a sensação de um vazio, de algo que foi desocupado e que faz falta. As lembranças dos momentos bons circundam a mente e por alguns segundos você fica feliz em pensar naquele momento, mas logo depois vem o martírio, em saber que aquilo acabou e que apenas resta as memórias.

Alguns de nós se apega tanto nas lembranças, que ao receber uma notícia brusca que aquele momento acabou, nos abala, o comodismo se despede e diz que agora estamos por nós mesmos, que daqui para frente deveremos seguir em frente e conhecer outras pessoas, fazer outras coisas, passar por outras experiências, nesse momento que precisamos lidar com o luto da perda, do fim, e a dor nos consome, nos faz ficar sem graça, o mundo fica cinza assim como no próprio vídeo da Adele.

Mas o tempo se mostra como um bom curador, isso soa muito como um clichê, pois ele é. O tempo e até a experiência do luto nos mostra que não só as relações, mas nós como humanos somos finitos e que aí deve estar a maior graça de viver, de saber que tudo é passageiro e que fases passam, seja boas ou ruins. Mesmo que aquela relação que você acreditou que era para sempre desmorona, com o tempo é perceptível que estar aberto para novas experiências nos permite viver situações que podem ser incríveis, que até situações que parecem ser menos importantes como por exemplo andar de moto com uma pessoa que você está conhecendo pode trazer uma sensação de liberdade que você nunca sentiria se estivesse preso ao passado.

Se você está passando por um término, seja do que for, se permita viver o luto, ele vai te destruir aos poucos e quando você achar que não resta mais nada, começará a se reconstruir aos poucos até perceber que algo interno mudou, um tipo diferente de força irá surgir e que com o tempo aquilo nem irá parecer ser tão importante como antes.

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