Você se compara muito com os outros?

 Olá pessoas, como vocês estão?

A algumas semanas atrás eu me cadastrei no incrível Reddit, a melhor rede social deste planeta(Apesar de eu não saber se é bem uma rede social), lá descobri um universo totalmente diferente em que se baseia em apenas emitir opiniões de forma educada e tentar ajudar as pessoas, mesmo que seja apenas um mísero conforto para que ela fique bem no dia, realmente funciona devido cada subreddit ter um moderador para conferir se você está sendo ou não um zé ruela que fica xinga todo mundo e consequentemente ser banido.

Mas um dos relatos que eu ando observando que aparece constantemente é sobre a questão das pessoas estarem sempre se comparando com a vida dos outros e se sentindo um fracasso por isso, sempre são relatos de muita dor, com sentimento de vazio e fracasso. Isso é muito triste, ultimamente eu tenho vontade de abraçar todo mundo que se sente assim, olhar para a pessoa e dizer que vai ficar tudo bem, geralmente eu faço isso através dos comentários.

Photo by Jeff James on Unsplash

Isso tudo se agravou com as redes sociais(óbvio), porque se foi criando um mundo da perfeição, em que as pessoas por trás dos posts são cada vez mais felizes, perfeitas e que ao contrário de todos nós, conseguiu realizar todos os seus sonhos. Mas o que não fica muito perceptível a nós cidadãos comuns é que essas pessoas são muito exceção a regra, ou o que está por trás daquela foto. Porque acredite, muitas pessoas vivem no Instagram a ilusão, o que você está vendo não necessariamente é real, ou não necessariamente ocorre na frequência que você acredita que está ocorrendo. A verdade é que o Instagram se tornou um grande mercado na tentativa de provar quem tem a melhor vida, pois isso por algum motivo trás a atenção das pessoas e onde tem atenção, tem dinheiro. Sim, afinal os perfis das redes sociais brincam com a nossa fantasia, pois quando crescemos a nossa fantasia não some, ela apenas muda de forma. Acontece que ao ver uma pessoa nas redes sociais postando fotos na praia com o seu corpo esbelto, as paisagens bonitas que ela está presenciando mexe com o nosso imaginário de uma vida perfeita que não vamos ter, ou que está muito longe de ser alcançada, portanto ao mesmo tempo que estamos fantasiando com essa vida plena, o nosso cérebro cria a armadilha de nos fazer se sentir como um ser inferior, porque por algum motivo a sensação de não ser merecedor floresce dentro da mente e isso destrói a autoestima.

Além disso, um padrão que eu percebo é que todo mundo sente que está em atraso com alguma coisa, e isso atinge as pessoas de todas as idades, são jovens que recém se formaram na escola, pessoas de 20, 25, 30, 40 anos e quiçá tenha até alguns de 50 que sente essa sensação de vazio e atraso. Isso tudo acontece porque estamos conectados, vemos a vida dos outros e nos comparamos a todo momento, por isso eu deixo uma pergunta: Qual é o tempo hábil para você fazer as coisas que você quer fazer? A resposta é praticamente "Não sabemos", porque pode parecer clichê (até porque é), mas os acontecimentos na sua vida aconteceram no momento que tinha que acontecer, porque como o tio Zangado falou em seu vídeo sobre o tempo, não adianta apertar o botão do elevador repetidas vezes, o elevador não vai descer mais rápido, sim, é repetitivo o que estou falando, mas é que mesmo com a quantidade de informação que temos hoje de que as coisas acontecem no seu devido momento, nós temos a grande capacidade de ignorar essa informação e seguir nos comparando.

Portanto essa comparação acaba criando um monstro que cresce e transborda em posts do Reddit a todo vapor, que é de sempre se sentir o pior ser humano possível, acaba que nós criamos o nosso próprio hater, o nosso inimigo que irá sempre nos lembrar de que não somos capazes, e que podemos até tentar fazer algo novo, mas não terá nenhuma diferença, porque não somos merecedores de algo. Esse é o ponto chave para você tentar evitar cair de cabeça num abismo que talvez leve muito tempo para sair, porque nós começamos a dizer tanto para nossa cabeça que não somos merecedores, que ela praticamente valida essa informação e nos impede de seguir em frente, é como se nós estivéssemos lidando com o nosso outro eu em um cabo de guerra mental em que o nosso eu do mal diz que não podemos, enquanto que o nosso outro eu do bem diz que podemos, e então algumas coisas dão certo e outras não, é muito relativo, mas a questão é quando damos foco apenas para o que deu errado o nosso eu do mal se alimenta desse foco e cresce de um modo que muitas vezes não conseguimos mais controlar, portanto nestes casos que é preciso a intervenção de um psicólogo.

Para tentar blindar o meu eu do mal, deixar ele ali em cativeiro, eu praticamente excluí as redes sociais que visam o egocentrismo, Instagram e Twitter, mantive o Facebook apenas com páginas de notícias e marketplace, porque eu entendi que o meu eu está sempre em busca de se comparar com os outros, então eu tento a todo momento não alimentá-lo com essas informações, é um modo de deixar ele sem argumento para me atacar nos meus momentos de fragilidades. Mas claro que em alguns momentos quando me deparo com alguém que conta sobre a sua vida, ele desperta com um 

- Ahaa, olha o fulano, ele está melhor do que você. 

Eu simplesmente paro e olho para ele:

- Verdade, mas eu estou bem assim e não quero a vida de fulano. 

Sinceramente nem há como eu ter a vida de fulano, porque eu não sou ele. Então é através destas pequenas artimanhas que eu consigo mantê-lo controlado, porém ainda é algo que estou em progresso, mas sinceramente, comparado a anos atrás, eu estou melhor, acredito que o ponto de viradas será quando eu achar um psicólogo. 

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