Redes Sociais podem fazer mal

     Olá pessoas, como vocês estão?


    Pois é, eu resolvi falar delas, nossas amiguinhas tóxicas que estão sempre nos rondando, que se oferece para te ajudar de algumas forma, mas que no fim ela só quer ver você se desesperando, se despedaçando, para no fim ela bater no seu ombrinho e dizer que vai ficar tudo bem, porque no feed você ainda pode ver vídeos de gatinhos fofinhos enquanto se recupera da notícia que você viu no perfil da sua vizinha, que ela conseguiu uma promoção para viver no Canadá e você ainda está aí morando na casa dos seus pais. 

Photo by Karsten Winegeart on Unsplash

    As redes sociais podem ser uma coisa boa para conhecer novas pessoas, participar de algum grupo com interesses em comum, por aí vai, mas hoje eu optei para falar somente sobre o caos, porque sim. Eu já experimentei utilizar as três mais conhecidas no país, sendo o Facebook (que ainda tenho, afinal o marketplace me ajuda muito), Instagram e Twitter. Para ficar mais organizado o texto, eu resolvi separar cada um por tópico para falar sobre a minha experiência.

Facebook

    Se há uma rede social que me destruiu foi o Facebook, nossa como pode eu ter caído no papinho dele de que seria realmente incrível ter um perfil para postar todas as minhas fotos, de poder adicionar uma foto de capa e compartilhar as minhas experiências com o mundo. Sim, a ideia realmente foi bem linda, mas ele não me falou da parte que eu também iria ver os meus colegas vivendo a vida deles de forma que parecia realmente bem mais interessante que a minha, afinal eu o estava usando bem numa época em que eu havia mudado de cidade e estava com um total de 0 amigos(o que não mudou muito hoje, mas enfim), portanto ao ver todos aqueles meus colegas curtindo a vida que parecia até um conto de fadas adolescente me fez sentir cada vez pior, era como se o mundo estivesse estampando na minha cara que eu era o único retardado que estava dentro de casas num sábado a noite na frente do computador desperdiçando tempo, enquanto os outros estavam vivendo, usando bem o seu tempo curto aqui na terra.
    Isso quando não tinha aquelas postagens em que a pessoa mostrava sua nova conquista para o mundo e eu aqui não tinha nada demais para mostrar, sem contar a vontade louca de tentar preencher o feed a todo momento, como se fosse um álbum de figurinha e vencesse quem tivesse mais. Me recordo que na época eu fazia umas postagens muito nada a ver com nada, sério, nem vou relatar o que era de tão vergonhoso, contudo olhando para trás eu entendo que era apenas um Matheus adolescente gritando por um pouco de atenção, porque ele ainda não sabia como lidar com sua própria solidão, de saber que ele não teria como viver de forma como planejava.

Twitter

    A minha passagem por esse passarinho azul foi bem rápida, portanto o meu convívio com ele foi bem rapidinha, porque quando eu descobri que esse passarinho na verdade era bomba relógio disfarçada, eu apenas corri sem olhar para trás. A ideia do Twitter me chamou muito a atenção por ser uma rede social em que você podia apenas publicar texto, pois um grande problema que eu tenho com redes sociais é fazer fotos com um sorriso no rosto (não consigo me sentir confortável com isso). Voltando para o Twitter, eu achei ele bem a minha cara, eu podia escrever qualquer coisa nele e compartilhar na internet, porém eu comecei a perceber que muitas pessoas que eu acompanhava no Youtube tinham uma face que eu desconhecia totalmente, sério! Pareciam loucos xingando pessoas de todos os lados, na verdade era todo mundo se xingando o tempo todo, parecia a cena de um filme em que está todo mundo dentro de uma sala em que é soltado um gás que faz todos ficarem raivosos e se matarem sem motivo. Eu mesmo criei um apelido para o passarinho e comecei a chamá-lo de a caixa de pandora digital.
    Por fim eu percebi todo aquele comportamento, comecei a ver que eu estava seguindo por aquele caminho de querer reclamar da vida, botei meus fones de ouvido tocando um Twenty One Pilots, comecei a refletir que eu não estava nem um pouco afim de me tornar aquele tipo de pessoa que eu estava me tornando e cai fora, exclui a conta e adeus.

Instagram

    Por fim temos a Matrix da felicidade, eu sei, é um péssimo nome, mas acho que é uma boa definição. Apesar de ser uma rede social que nos faz comparar o tempo todo com as pessoas e suas fotos, vídeos, stories da vida abençoada que tem, o meu maior problema com ele nem foi esse, até porque a experiência com o Facebook já tinha me blindado muito bem para não cometer esse erro de novo, mas eu comecei a perceber que a todo momento eu estava com ele aberto e rolando o feed, praticamente perdendo tempo vendo coisas que eu realmente não sentia que me agregava em nada, era só eu rolando aquela barra infinita e espalhando like por posts aleatórios a todo momento. Eu praticamente era um robô fazendo o mesmo processo repetidas vezes pelo dia, isso realmente me bateu forte quando eu percebi que nos meus intervalos ao invés de eu estar lendo um livro, eu praticamente ficava rolando um feed que me fazia ter a sensação de frieza, porque era apenas postagens, não tinha uma interação e portanto eu acabei excluindo a conta.

    Algumas vezes eu tenho vontade de voltar para algumas dessas redes, porém quando eu começo a pensar nas sensações que eu tinha quando estava nelas, como uma sensação de estar sendo controlado, eu apenas desisto da ideia alguns momentos depois. Com exceção do Facebook que eu mantenho mas entro nele bem esporadicamente, até porque tenho muita preguiça de ficar lá, porém o marketplace é uma ótima ferramenta e portanto eu mantenho para quando eu quero comprar/vender alguma coisa.

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